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segunda-feira, 13 de julho de 2015

SALTO ALTO: UMA BREVE HISTÓRIA

Alguns resquícios de calçados com salto, datam de 1.000 a.C. Mas é na Idade Moderna que utilizou-se do salto alto para elevar a altura das mulheres. A dificuldade em fazer o salto como conhecemos hoje era devido aos seus materiais, por isso, eles eram sempre baixos e grossos, feitos com empilhamento de couro e posteriormente com madeira e cortiça.

Foi entre o  século XIX e XX que os calçados começaram a ganhar design, se assim podemos dizer, e era mais uma função dos sapateiros. 

Em 1855, Pinet criou um salto mais fino e reto.
Com a racionalização de várias matérias primas nos anos 30, Salvatore Ferragamo desenvolve a anabela em cortiça. Uma alternativa que passou a ser copiada.
Roger Vivier (que trabalhava com Dior), aperfeiçoa os saltos criados antes e desenvolve o famoso salto Stiletto.
Nos anos 70, plataformas ressurgem.
Nos anos 90, novos conceitos são criados e os calçados são valorizados como obras de arte. Tornando famosos muitos designers.


Salto stiletto

VOCÊ SABIA?
No período do Renascimento As sandálias com plataformas indicavam a posição social através das "chopinas", chegando a 40 cm. Houve casos de senhoras da corte, utilizarem 70 cm andando com apoio dos empregados. Quando as camadas mais baixas começaram a usar foram aos poucos sendo desprezadas pela elite.

chopinas

INSPIRAÇÃO
No processo de pesquisa, encontrei algumas coincidências de saltos. O que parece ser tão novo, às vezes não é. Olha só, que interessante estes formatos diferentes de salto e sua possível inspiração. :)
Salvatore Ferragamo em 1944                                     Melissa Karin Hashid


            

                  François Pinet em 1950                                             Antonio Bernardi 

     

             André Perugia 1937                                                                McQueen


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HISTÓRIA DO CALÇADO OXFORD

O oxford é um sapato masculino que surgiu em 1640 na Inglaterra e recebeu esse nome por se tornar popular entre os estudantes da universidade de Oxford. Foi no fim do século XIX, que começou a ser usado pelas mulheres em uma versão com salto grosso e quadrado. Foram mulheres vanguardistas como: Amelia Earhart defensora dos direitos das mulheres e pioneira na aviação dos Estados Unidos e Marlene Dietrich atriz e cantora alemã que os tornaram famosos. 

Mais um item que saiu do guarda-roupa masculino para o feminino.

Sapato oxford tradicional                                                   Marlene Dietrich

Como usar: Por se tratar de um calçado, inicialmente, masculino, o ideal é que se use com roupas bem femininas para ter um equilíbrio no look.  O calçado é uma opção para o ambiente de trabalho e em ambientes mais informais e criativos pode se apresentar em diferentes versões: metalizado, estampado e colorido.




Imagens: Reprodução
Montagem: Fashion Deluxe



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domingo, 12 de julho de 2015

RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DOS CALÇADOS

Primórdios 

O homem primitivo andava descalço , o calçado surge da necessidade que tinham de proteger os pés. Pinturas rupestres no Paleolítico indicam calçados existentes 10.000 a.C. No Egito, apenas os nobres usavam sandálias de couro, a de Tutancamon era adornada com ouro. As dos egípcios em geral, eram feitas de palha, papiro ou fibra de madeira. Na Mesopotâmia,o coturno era símbolo de alta posição social.

Sandália egipcia datada 8.000 a.C.


Pé-esquerdo e direito: Na Grécia antiga, já se usava grossos solados de cortiça para parecem grandes e imponentes. Tanto homens e mulheres usavam sandálias sendo que a das mulheres eram mais coloridas. Foram os gregos que fizeram a diferenciação de pé esquerdo e direito.

Numeração: O Rei Eduardo 1 da Inglaterra decretou que se considerasse a medida de três grãos de cevada a medida de 1 polegada. Os sapateiros rapidamente aderiram a idéia criando um padrão.

Formato : Durante o período do Renascimento os calçados começam a tomar formas que se tornam exageradas com as poulaines, o bico do calçado era a indicação da posição social do indíviduo se tornando uma competição. O Rei Henrique Vlll decretou o fim do calçado por achá-lo inconveniente e doloroso já que tinha pés largos e inchados. No século seguinte, o calçado masculino passa a ter o formato quadrado e mais largo.

Poulaines

Evolução

Anos 20 - Características: Modelo boneca, bicos arredondados, fechamentos em botões, bicolores, laços e peles como ornamentos, os saltos são grossos e baixos, explora-se o contraste entre as texturas, brilho versus opaco.

                         
Brogue e sapatilha chanel


Anos 30: Salvatore Ferragamo e André Perugia criam as plataformas em madeira, cortiça e outros materiais devido à escassez de couro e borracha. Tiveram que adotar materiais até então considerados ordinários na fabricação de calçados, como a ráfia, o celofane, o crochê e o plástico. Ferragamo se destaca no período por introduzir o uso interno do aço o que possibilita a utilização de saltos altos.

Anos 40: Devido a escassez de matéria-prima oriunda da Segunda Guerra o vestuário se torna minimizado e nesse período peças do universo masculino invade o feminino. No fim da década, Dior lançou o ''New Look" com roupas amplas, cintura marcada marcando a volta da mulher feminina e elegante.

Anos 50 a 60: Por volta dos anos 60 houveram duas influências a hippie, devido ao movimento dos direitos civis e futurista, com o interesse do homem pela lua. Os calçados tem texturas, cores cítricas e evoluem em termos de conforto e impermeabilidade.

Anos 70 e 80: A era Disco trouxe calçados brilhantes, psicodélicos, botas de cowboy e saltos grossos. O culto a forma física deu destaque ao tênis.
                            
Saltos grossos de 1970

Anos 90: A partir desta década os calçados começaram a ter variedades diversas, para todos os estilos. Atualmente podemos vê-los como obra de design.



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HISTÓRIA DAS SAPATILHAS


A sapatilha é o calçado das bailarinas. O seu surgimento se confunde com a história do ballet clássico. Introduzida na Corte Francesa no século  XVI pela princesa italiana Catarina de Medicis. Clássicos como O Lago dos cisnes é responsável pela aura de encantamento envolto das sapatilhas.


Popularização
A marca francesa Repetto criada em 1947 por Rose Repetto, que era mãe do bailarino Roland Petit, foi criada inicialmente para produzir calçados e acessórios para bailarinos.
Em 1953, no filme A princesa e o plebeu, Audrey Hepburn aparece de sapatilha e no ano seguinte,no filme Sabrina.
Em 1956, Brigitte Bardot teve um par de sapatilhas da marca Repetto feito para ela no filme E Deus criou a mulher.










Os filmes foram responsáveis pela popularização do calçado. Além do fato de Brigitte Bardot ter solicitado a Rose Repetto um modelo que pudesse usar no seu dia a dia.
A sapatilha atualmente é um calçado básico do guarda-roupa de qualquer mulher, o modelo Cendrillon criado para Brigitte é usado até hoje e replicado por marcas de calçado.

O modelo clássico feito a mão da marca Repetto custa R$ 759,00

Fontes consultadas: Moda Bubbles Modaspot.com

                             

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HISTÓRIA DA MODA: ESTAMPA LIBERTY

Sabe aquela estampa com florzinhas bem pequenininhas? Ela tem um nome, Liberty.


Retalhos da marca Liberty. Foto: Reprodução

Tudo começa com Arthur Lasenby Liberty mudando-se para Londres para trabalhar em uma loja de xales e capas, lá ele se torna encarregado pelo depósito. Na sua cidade natal, já havia trabalhado com seu pai, que era decorador, e seu tio em um depósito de rendas. Sua experiência o leva a abrir uma loja de tecidos em 1874, com £2.000 libras emprestadas de seu sogro. Arthur queria aproveitar o interesse pela moda oriental mas também criar algo novo para artigos de moda e casa. Vendia sedas vindo do Oriente, além de outros artigos domésticos com inspiração oriental.

A estampa com flores criadas tinha relação com a Art Noveau e era uma ruptura com as tradições vigentes, rejeitando as formas meramente funcionais oriundas da produção em massa. A estampa remetia a valorização das formas da natureza, sinuosas e curvilíneas, e a produção era artesanal. Também manteve parcerias com designers britânicos o que ajudou a marca a ter um status.

A estampa se tornou um clássico da moda e atemporal.

A marca Liberty London utiliza sua história e o legado do fundador mas não parou no tempo. Diversificou sua linha de produtos para além da casa, como: beleza, acessórios, kids, homens e mulheres. Além, é claro, de parcerias como Nike, Target e M.A.C. Marcas brasileiras como a Farm, por exemplo, já utilizaram a estampa nas suas coleções.

Na montagem: M.A.C, Merci, Nike e Farm.

A Liberty London é um case bem sucedido de como explorar os benefícios de uma característica reconhecida de seu produto para diversificar sem perder a essência.

Tem sugestão de algo que gostaria de saber o porquê existe? Conta para gente nos comentários.




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